







Os problemas na prova da maratona aquática começaram antes mesmo de os nadadores entrarem na água. Um defeito nos chips de tempo de cada atleta da disputa fez com que o resultado oficial não fosse divulgado de imediato. A única certeza na prova feminina havia sido a vitória de Cecília, que conseguiu abrir vantagem sobre as rivais logo no início. As posições fora do pódio e os tempos dos nadadores demoraram cerca de uma hora para serem confirmados.
Durante toda a prova, o apresentador colocava Ana Marcela na briga pelo pódio, sem citar Poliana. Na saída da água, mesmo os representantes do Comitê Olímpico Brasileiro parabenizaram a nadadora pela prata. Ela, porém, negou em seguida.
- Não, eu fiquei em quinto lugar. A prata foi da Poliana.
Com os resultados confirmados, Poliana comemorou mais uma prata nos Jogos Pan-Americanos.
- Fiquei feliz pela prata, mas triste por não ter conseguido nem acompanhar a argentina. Eu nem a vi se desgarrando do grupo. Não tinha nem ideia de onde ela estava, ela é muito pequenininha também. Fiquei chateada por não ter conseguido ver e buscar a diferença. Mas termino o ano muito bem com a prata.
A maior dificuldade foi mesmo a água quente. Para a medalhista, isso a acabou prejudicando na prova.
- Foi a água mais quente que eu já nadei. Acabei até perdendo muito tempo na hidratação por isso. Mas a prata é muito bem-vinda. Eu sabia que as outras nadadoras vinham muito fortes. Estou feliz.
Classificada para as Olimpíadas de Londres, Poliana disse que espera uma prova diferente na maior competição de 2012.
-Acho que vai ser bem diferente. O circuito é menor, não vai permitir que alguém se desgarre tanto. E a água é mais fria também. Sei que vou estar no bolo. Poderei ser ouro, prata ou bronze. Ou qualquer outra posição também (risos). Vai ser muito disputada. Mas não dá para pensar em Olimpíadas sem pensar em medalha.
Quinta colocada, Ana Marcela, que pintou as mechas, antes douradas, de vermelho, disse ter ficado satisfeita com o resultado.
- A temperatura da água em si dificultou muito a prova. O preparo de todas era muito igual, tirando o da Cecília, que conseguiu abrir bem desde o início. Mas fico satisfeita.
MESMO ASSIM PARABÉNS ANA TE AMAMOS MUIITO VALEU BEIJOS !

Num estádio com jeito de nave especial, não surpreende que os Jogos Pan-Americanos ganhassem uma festa de abertura em estilo hollywoodiano, como aconteceu na noite dessa sexta-feira (14), em Guadalajara.
O público que lotou o Omnilife foi ao delírio com o espetáculo de luzes, fogos de artifício e efeitos especiais apresentado ao longo dos 140 minutos da cerimônia. Mas divertiu-se igualmente, ou até mais, com o show de clichês e cafonice exibidos durante o evento.
O início fez temer pelo pior. Com um sombrero à mão, Vicente Fernandez Gomez cantou o hino nacional e ainda gritou: “Viva Mexico!!!” Na sequência, doze mariachis entraram no palco e, junto com Gomez, tocaram “México Lindo” e “Guadalajara, duas canções tradicionais, acompanhadas por dançarinas do Balé Folclórico da Cidade de Guadalajara. Para piorar, dez cavaleiros ocuparam o campo com suas montarias e acompanharam, com evoluções, o espetáculo. Um show típico para turista.
O desfile das delegações, em seguida, foi sóbrio e não muito demorado. O palco gigante, no centro do campo, serviu como tela para a exibição de bandeiras dos países que entravam no estádio. A chegada da delegação do México fez o estádio tremer. Atletas de quase todos os países, incluindo os brasileiros, assistiram ao desfile dos mexicanos de pé, enquanto o público gritava sem parar. Um momento emocionante no Omnilife.
Um telão gigante em forma de cilindro desceu no meio do estádio, projetando imagens de diferentes modalidades esportivas. Foi um dos surpreendentes efeitos especiais exibidos durante a noitada. Igualmente de impacto foi o espetáculo de luzes e fantasia produzido por tubos gigantes erguidos no palco.
Se foi elegante ver esportistas famosos do México, de branco, carregarem a bandeira olímpica, foi um tanto quanto chocante assistir ao juramento dos Jogos ser lido por um atleta vestido como mariachi. Houve show da banda pop Maná, mas também “Besame Mucho”. O colombiano Juanes cantou seus sucessos pop, mas acompanhado por acrobatas fantasiados de “pombas”, pendurados no ar
Sob delírio do público, mas oscilando o tempo todo entre o bom gosto e a mais pura cafonice, entre belos efeitos especiais e os clichês mais batidos, Guadalajara inaugurou os Jogos Pan-Americanos. Que as competições sejam tão animadas quanto.

